Só não se perca ao entrar no meu infinito particular...

Só não se perca ao entrar no meu infinito particular...

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

C.L

“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade.
Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Por que será...


Por que será que ninguém me explica o que até agora não entendi?

Por que será que sou estrangeira onde nasci?

Por que será que o mundo tem nome feminino se é machista?

Por que será que o mundo é redondo se o bicho humano quase sempre é quadrado?

Por que será que chamam o planeta de "Terra" se ele é mais água?

Por que será que a Terra é azul e seus donos - os homens - não acreditam no céu?

Por que será que também não acreditam em Deus se os milagres continuam a ocorrer?

Por que será que, quando acreditam, vivem como se não acreditassem?

Por que será que no Natal falam em Papai Noel e não em Jesus?

Por que será que aqui me sinto como um pássaro de asas cortadas?

Ora como pardalzinha no meio de peixes,
ora como cisnezinha no meio de patos,
ora como andorinha no meio de feras,
ora como urubuzinha no meio do lixo,
ora como corujinha no meio de toupeiras...?

Por que será que não se pode andar nu?

Por que será que não cheiramos como as flores?

Por que será que o mal - tão velho e nada original - ainda existe?

Por que será que tantas pessoas não acreditam no Amor se têm fome dele?

Por que será que a maioria delas é materialista se a matéria é passageira?

Por que será que se gasta milhões com armas e nem um tostão com solidariedade?

Por que será que o homem vai à Lua, mas não conhece o seu vizinho?

Por que será que ele busca ETs e não olha para quem está ao seu lado?

Por que será que se espanta com a imensidão do universo e não nota o universo muito maior que é um semelhante seu?

Por que será que a humanidade continua esquizofrênica e seus membros ainda consideram não-humanos qualquer um de raça, cor, sexo, classe social, país, religião... diferente da sua própria?

Por que será que tanta gente vive como se a morte não existisse?

Por que será que o morrer assusta uns e não a outros?

Por que será que tantos homens e mulheres, ditos de grande inteligência, não a usam para descobrir que isto, simplesmente, não basta?

Por que será?

Por que será?

Por que será?

E por que será que nada disso me agrada e vivo querendo tudo que dizem ser absurdo?

E por que será que todas essas coisas parecem sem fim, e, mesmo assim, vivo procurando o fim delas?

Será que é porque sou louca?
Mas...
se for isso...
então me digam:
o que fazer para livrar nosso mundo da doença dos "normais", hein?

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Palpite

To com saudade de você
Debaixo do meu cobertor
De te arrancar suspiros
Fazer amor.
To com saudade de você
Na varanda em noite quente
E do arrepio frio que dá na gente
Truque do desejo,
Guardo na boca o gosto do beijo

Eu sinto a falta de você
Me sinto só

E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite.

To com saudade de você,
Do nosso banho de chuva,
Do calor na minha pele
Da língua tua.
To com saudade de você
Censurando o meu vestido,
As juras de amor ao pé do ouvido,
Truque do desejo,
Guardo na boca o gosto do beijo.

Eu sinto a falta de você,
Me sinto só

E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta,
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite.

Eu sinto a falta de você,
Me sinto só

E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta,
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite.

E aí, será que você volta,
Tudo à minha volta,
É triste.
E aí, o amor pode acontecer,
De novo pra você,
Palpite